5 piores hábitos de quem tem uma saúde financeira ruim.



Já falamos diversas vezes sobre saúde financeira, trouxemos inúmeras dicas. Para sempre auxiliar o maior número de pessoas. Mas esse caminho não é tão simples como parece. Se olharmos algumas pesquisas recentes, veremos que há muita gente endividada, consumindo em excesso ou com dificuldades em poupar e investir todo mês.


Uma pesquisa realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) junto a 3,4 mil pessoas em 2018 apontou que 56% dos brasileiros declararam interesse em investir em produtos financeiros naquele ano, mas apenas 8% dos conseguiram realizar alguma aplicação.


Como consequência de toda essa desorganização, estamos cada vez mais estressados e preocupados com as contas. Além disso, boa parte das pessoas estão pouco preparadas para emergências financeiras o que pode acabar sendo um problema gigante lá na frente.


Tudo isso é sinal claro de falta de saúde financeira. Mas se temos acesso à tanta informação, por que não conseguimos equilibrar nossas contas e estabelecer uma relação mais saudável com o dinheiro? O motivo é simples: alimentamos hábitos financeiros ruins que precisam ser mudados. Do contrário, podemos estudar dezenas de livros sobre finanças e ainda assim não conseguiremos sair do lugar. Neste artigo trazemos 5 dos piores hábitos financeiros que uma pessoa pode ter.


Pensar apenas no presente

Pesquisas apontam que o Brasil demonstra maior foco em metas financeiras de curto prazo, com 61% dos entrevistados apontam a poupança como uma forma de obter dinheiro e melhorar a qualidade de vida. Conseguir ter uma vida financeira saudável exige planejamento de curto, médio e, principalmente, de longo prazo. Olhar para o futuro e ter ideia de planos e metas a serem atingidos pode, inclusive, ser um fator de estímulo para poupar.


Imediatismo e impulsividade

É por isso que a impulsividade está entre os hábitos ruins de quem não consegue obter saúde financeira. Agir por impulso pode resultar em maus negócios – mesmo entre quem está realizando um investimento. Planejamento é a palavra-chave para as finanças saudáveis. Caso o contrário, os riscos de pagar preços abusivos, taxas desnecessárias ou se arrepender de uma compra são grandes.


Mania de se comparar aos outros

Comparar-se constantemente com outras pessoas é o gatilho perfeito para a sensação de frustração e infelicidade. A percepção de que seus colegas de profissão possuem mais sucesso e felicidade que você pode levá-lo a cometer abusos financeiros em busca de aceitação ou para suprimir uma falsa sensação de falta. Buscar acompanhar um estilo de vida que não é sustentável financeiramente para você é um veneno para qualquer orçamento e a única saída para esse mal é passar a olhar mais para suas próprias condições e conquistas.


Uso excessivo do cartão de crédito

Na corrida por conseguir antecipar a realização de sonhos, o cartão de crédito pode ser um grande aliado. Parcelar compras em infinitas vezes pode até aliviar o peso de um investimento isolado, mas somadas, as transações realizadas no cartão de crédito podem atingir limites que excedem sua renda total, fazendo com que suas contas fechem no vermelho. Por isso, concentrar os gastos no cartão de crédito, acumulando pequenas compras supérfluas ao longo do mês, aumenta consideravelmente as chances de um orçamento deficitário.


Não controlar seus gastos

Reduzir o uso do cartão de crédito, contudo, exige controle de gastos. Para isso, é preciso ler com atenção seu extrato bancário e sua fatura do cartão de crédito, anotar os gastos realizados diariamente e ter em mente o valor do seu dinheiro. Afinal de contas, vale a pena pagar 8 reais num café expresso quando o quilo do café está 10 reais no mercado? Quantas vezes na semana você se dá ao luxo de consumir esse expresso e qual o peso real dele no seu orçamento? Reflita!


DICA EXTRA: Atrasar contas

Um dos principais sintomas do descontrole financeiro é o atraso de contas. Embora pareça inofensivo pagar um ou outro boleto alguns dias depois do prazo, as multas e juros gerados pela inadimplência são desnecessários. Em outras palavras, é como rasgar dinheiro.


Em contratos de valores mais expressivos, como de aluguel, essas multas podem representar centenas de reais desperdiçados e que poderiam ter sido poupados. Nas contas de consumo, como telefonia e energia elétrica, essas cobranças costumam vir nos meses seguintes, engordando suas contas a pagar e drenando seu suado dinheiro.

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