Como fazer conciliação bancária na sua empresa



É provável que, em algum momento, você já tenha ouvido falar sobre conciliação bancária. O conceito de conciliação bancária, na verdade, é bem simples. O processo de conciliação bancária consiste, apenas, na comparação entre os saldos das suas contas bancárias com seu software de gestão financeira interno.


Isto é, você identifica todas as entradas e saídas da sua loja, a partir das informações contidas nos extratos. Portanto, um saldo bancário exato é essencial para um controle de fluxo de caixa eficiente.


Perigos em não se fazer a conciliação bancária.

Embora seja uma atividade extremamente importante para a saúde financeira das empresas, muitas empresas abrem mão do processo. Os setores que mais sofrem com a falta da conciliação bancária são o contábil e o financeiro. Além disso, o que também sofre, e muito, é o seu bolso.


Por que não fazer conciliação bancária é ruim para seu bolso?

Simples, porque, caso não faça a conciliação, você corre o risco de perder o controle do capital disponível para desenvolver suas atividades diárias. Além disso, o cumprimento de obrigações como empréstimos e parcelamentos com fornecedores também ficam prejudicados.


Como realizar a conciliação bancária?

Embora pareça complexo, o processo é bem simples e envolve basicamente três etapas. As três etapas são o monitoramento dos fluxos de caixa, a comparação entre as informações internas e os registros de pagamentos e recebimentos e, por último, mas não menos importante, a correção de erros e informações que não estavam previstas.


Parece muita coisa, mas fique tranquilo, abaixo temos cada uma das etapas para que fique bem claro o processo.


Monitoramento dos fluxos de caixa

De forma prática, realizar a conciliação bancária consiste em fazer o registro de todos os lançamentos do seu extrato bancário, no seu software interno de gestão. Portanto, basta abrir sua conta do banco e seu software de gestão e começar o trabalho.


A primeira dica é estabelecer uma rotina, preferencialmente diária. Assim, você não gastará muito tempo na hora do monitoramento. Além disso, você evitará o acúmulo de serviços. Se você for fazer conciliação de vários dias, o trabalho será exaustivo, provavelmente cometerá erros, e desistirá do processo.


Comparação das informações

O segundo passo para se realizar a conciliação bancária é comparar informações internas com registros de pagamentos e recebimentos. Sabe as contas a pagar e receber? Então, o controle de caixa deve ser feito com esses documentos. Isto é, depois que tiver a comparação em mãos, é importante que você confira os detalhes do lançamento. Posteriormente, verifique os valores e as datas de cada um dos registros.


Um outro ponto a ser analisado são as datas dos lançamentos. Essas datas devem estar de acordo com as datas previstas de recebimento e pagamento. Não se esqueça, também, de verificar os valores entre o banco e o controle interno. Pode ser que haja multas, juros e descontos, confira se os valores cobrados são corretos.


Correção de erros e informações que não estavam previstas

Chegamos ao último passo para a realização da conciliação bancária. Contudo, é algo bem simples e fácil. Consiste apenas na identificação dos erros na conciliação bancária. Caso isso aconteça, corrija imediatamente. Às vezes, o problema acontece na instituição financeira, dessa forma, faz-se necessária a solicitação dos valores indevidos. Assim, você garantirá um controle organizado e sem pendências.


Erros ao fazer a conciliação bancária


Lançamento de débitos indevidos por parte do banco: Embora pareça um processo fácil de ser identificado, você só conseguirá perceber ao iniciar o controle para a conciliação bancária. Caso haja erro no débito das despesas, por parte do Banco, procure a instituição e exija o estorno. Muitas vezes isso acontece devido aos débitos automáticos. Para que o problema seja sanado, converse com seu gerente e veja a possibilidade de bloquear esse tipo de lançamento.


Divergência entre o lançamento emitido pelo banco e o controle interno: Havendo essa divergência, analise no documento original da sua empresa onde a diferença surgiu. Assim, você poderá verificar se o valor foi maior devido aos juros e descontos ou se foi realmente indevido. Depois da análise, corrija o controle.


Taxas, débitos de impostos e aplicações não previstas: Lançamentos como impostos dedutíveis de aplicações e empréstimos e taxas bancárias podem não ter previsão no controle geral. Divergências entre o negociado com o banco e o efetivamente debitado são comuns. Por isso, confira cada uma delas e ligue para seu gerente do banco.


Depósitos não identificados: Na hora de fazer o controle, separe os depósitos não identificados. Às vezes, eles podem ser de uma transferência feita antecipadamente por algum cliente, um erro de transferência ou uma venda não computada. O depósito não identificado deve ser tratado como receita e deve ter os tributos que incidem sobre a venda. Dessa forma, identifique os problemas e trate de forma a resolvê-los. Uma maneira de impedir esse processo é pedir aos clientes que enviem os comprovantes de depósitos.


A Conciliação Bancária ajudará e otimizará vários processos da sua empresa. Em resumo, você terá uma melhor previsão do fluxo de caixa, um saldo bancário confiável para realizar transações, além da possibilidade de um planejamento orçamentário efetivo. Fora isso, você ainda poderá integrar os dados com a contabilidade e melhorar os demonstrativos da empresa.


Ter o controle sobre todas as movimentações bancárias e financeiras da empresa, agora é algo possível. Um saldo bancário correto, além de ser importantíssimo para a redução de despesas, também influencia na verificação de caixa futuro para as atividades operacionais.

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